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Resumo em 10 segundos

O Move Brasil prometeu facilitar a renovação de carros para taxistas e motoristas de aplicativo. Mas, na hora de financiar, a estrada ficou bem mais estreita. 🚗

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R$ 30 bilhões foram separados para ajudar taxistas e motoristas de app a comprar carro novo. Mas só R$ 2,2 bilhões haviam sido aprovados até julho de 2026 — meros 7,3% do total. O Move Brasil começou com promessa de acelerar e encontrou um freio. 🚗🧵

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A cena parecia promissora em junho, quando a linha começou a operar: concessionárias viram chegar profissionais interessados em trocar veículos antigos por modelos novos, mais eficientes e adequados ao trabalho diário.

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Só que o caminho entre sentar no banco do motorista e sair com o financiamento aprovado ficou cheio de obstáculos. Nas primeiras semanas, houve demora nos sistemas de análise e entraves entre bancos e o BNDES.

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Mesmo após a operação se normalizar, restou a barreira decisiva: a análise de crédito dos bancos. Cumprir as regras do programa não garante o empréstimo. Renda, dívidas, capacidade de pagamento e histórico financeiro entram na conta.

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O contraste é enorme. No Move Brasil I, foram aprovados R$ 9,4 bilhões de R$ 10 bilhões disponíveis: 94%. No Move Brasil II, R$ 20 bilhões de R$ 21,2 bilhões: 94,3%. As fases anteriores focavam, principalmente, veículos pesados.

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Agora, o desafio envolve quem depende do carro para gerar renda todos os dias. Para muitos motoristas de app e taxistas, justamente a renda variável e os custos do trabalho podem tornar mais difícil passar pela régua tradicional do crédito.

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Crédito mais barato só transforma a frota quando também é acessível na prática. Com 92,7% do recurso ainda sem aprovação, o Move Brasil expõe uma pergunta central: como renovar carros de trabalho se quem mais precisa financiar continua parado na análise?

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