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Resumo em 10 segundos

A cadeia europeia de baterias para EVs não cresceu no ritmo esperado. Agora, montadoras querem adiar tarifas do Brexit. 🔋🚗

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A Europa queria fabricar as baterias dos próprios carros elétricos. Mas, perto de 2027, a indústria admite: a meta está muito longe. 🔋🚗🧵

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O ponto central são as “regras de origem” do acordo pós-Brexit. Elas definem quanto de um veículo precisa ser produzido na Europa para que ele circule entre UE e Reino Unido sem tarifas.

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A partir de 1º de janeiro de 2027, um carro precisaria ter 55% de seu valor produzido na Europa. Para as baterias, a exigência é ainda maior: 70% do pacote e 65% das células feitos no continente.

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A lógica era simples: exigir conteúdo local para atrair fábricas, empregos e tecnologia de baterias. A expectativa inicial era que a produção europeia ganhasse escala rapidamente.

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Só que Covid, crise dos semicondutores e os efeitos da guerra na Ucrânia atrasaram investimentos e cadeias de fornecimento. Em 2023, Bruxelas já havia adiado a aplicação das regras por três anos.

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Quando houve o adiamento, a indústria calculava que 60% das baterias usadas em veículos seriam europeias em 2027. Agora, a projeção da ACEA caiu para menos de 20% na União Europeia.

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Por isso, montadoras da UE e do Reino Unido pedem nova flexibilização. Sem ela, carros elétricos que não cumprirem as regras podem sofrer tarifas — custo que tende a aparecer no preço final.

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A lição é clara: eletrificar não é só lançar carros. É construir minas responsáveis, fábricas, qualificação profissional e infraestrutura industrial. Sem essa base, a transição verde vira dependência externa com outro nome.

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