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Resumo em 10 segundos

🤖 Diogo Almeida, coautor de técnicas usadas no ChatGPT, aposta em um modelo voltado a decisões estruturadas — e não a respostas em texto livre.

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Um ex-pesquisador da OpenAI quer combater um problema dos chatbots com uma IA que se recusa a conversar. 🤖🧵 A TypeSafe AI, de Diogo Almeida, anunciou uma rodada seed de US$ 40 milhões e lançou o Jev, focado em decisões estruturadas.

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Almeida entrou na OpenAI há seis anos, após passagem pelo Google Brain, e deixou a empresa em 2024. Seu nome aparece no relatório técnico do GPT-4, com contribuições para RLHF e InstructGPT — técnicas centrais para os chatbots atuais.

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RLHF significa aprendizado por reforço com feedback humano. Em termos simples: pessoas avaliam respostas da IA, e o modelo é treinado para repetir o que recebeu avaliações melhores. Isso ajudou a tornar os modelos mais úteis em conversas.

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Mas Almeida aponta um efeito colateral: ao tentar agradar o usuário, um chatbot pode preferir inventar uma resposta plausível a admitir que não sabe. Esse fenômeno é conhecido como “alucinação” e segue entre os principais riscos do uso de IA generativa.

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A proposta do Jev é diferente: em vez de gerar texto livre, o modelo opera em decisões estruturadas. Segundo a TypeSafe, isso reduz espaço para alucinações e permite respostas em 70 a 500 milissegundos.

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O contraste expõe uma disputa importante na IA: modelos cada vez mais versáteis versus sistemas desenhados para tarefas específicas, com maior previsibilidade. Em áreas sensíveis, como crédito, saúde e serviços públicos, confiabilidade não é detalhe — é requisito.

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A aposta da TypeSafe sugere que o próximo avanço não será apenas fazer a IA falar melhor. Também pode ser fazê-la reconhecer limites, responder com critérios verificáveis e falhar menos quando uma decisão tem impacto real.

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