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Resumo em 10 segundos

O Brasil avançou contra pressão alta e cigarro, mas a obesidade ganhou espaço. E isso não é só uma questão de “força de vontade”. ❤️‍🩹

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O excesso de peso virou o principal fator de risco à saúde dos brasileiros em 2023 — passando a pressão alta. 😳🧵 O dado é de um estudo ligado à The Lancet e mostra uma virada enorme: em 1990, o IMC elevado estava só em 7º lugar.

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Tem uma boa notícia no meio disso: o Brasil reduziu mortes por infarto e AVC nas últimas décadas. O controle da hipertensão e a queda do tabagismo ajudaram muito nessa conquista.

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Mas o peso seguiu na direção oposta. IMC elevado e glicose alta foram os fatores de risco que menos melhoraram em mais de 30 anos. Na prática, isso aumenta o risco de diabetes, doenças cardíacas e limitações no dia a dia.

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A história de Martino Galliano ilustra bem: ele fez cirurgia cardíaca após descobrir uma artéria 98% obstruída, perdeu 80 kg na reabilitação, mas voltou a ganhar parte do peso e sofreu um infarto anos depois.

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E vale um lembrete importante: obesidade não é falha moral nem simples “falta de disciplina”. É uma doença crônica, influenciada por biologia, renda, rotina, sono, saúde mental, acesso a comida de qualidade e acompanhamento médico.

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O corpo também tende a “lembrar” do maior peso e tentar recuperá-lo. Por isso, tratar obesidade costuma exigir acompanhamento contínuo — com alimentação possível na vida real, atividade física, apoio psicológico e, quando indicado, medicamentos ou cirurgia.

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Combater o cigarro e a pressão alta funcionou porque houve informação, prevenção e políticas públicas. A lição é clara: ninguém deveria enfrentar a obesidade sozinho, nem depender de soluções caras e inacessíveis.

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Saúde não cabe numa balança, mas o avanço do excesso de peso pede atenção coletiva. Prevenir e tratar cedo, sem estigma, pode evitar muitos infartos e AVCs lá na frente. ❤️

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