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Resumo em 10 segundos

Vagas de Medicina cresceram 120% em 10 anos, mas a nota média dos calouros caiu 51 pontos — o que isso significa para a formação médica? 🩺📉

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Medicina: calouros aumentam 120% em 10 anos, mas nota média no Enem cai 51 pontos 🩺📉🧵

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A história começa nos números: segundo o MEC, a média dos calouros de Medicina no Enem caiu de 684 (2015) para 633 (2024) — numa escala de 0 a 1000. Ao mesmo tempo, o total de ingressantes cresceu cerca de 120% em uma década. O cenário chama atenção.

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Enquanto isso, Direito manteve estabilidade: média foi de 533 (2015) pra 536 (2024), e o número de ingressantes caiu de 258.143 para 225.048. No Censo, a concorrência nas públicas chega a 51 candidatos por vaga; nas privadas, 9 por vaga. O detalhe importa.

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Por que a queda? Pistas: abertura de muitos cursos com seleção menos rígida; expansão em instituições privadas e regiões antes pouco atendidas; políticas de inclusão ampliando diversidade socioeconômica dos candidatos. Democratizar é essencial, mas exige investimento.

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Pense na Maria, primeira da família a entrar numa faculdade: se a nova escola não tem laboratórios, professores experientes ou estágios, o potencial dela esbarra na falta de estrutura. Isso não é teoria — tem efeito direto na qualidade da formação e na saúde pública.

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A média nacional esconde diferenças: as públicas seguem muito competitivas e mantêm altas notas; muitas vagas novas foram no setor privado. Precisamos de indicadores além da nota do Enem — aprovação em residência, avaliações do MEC e desempenho clínico devem ser monitorados.

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A queda de 51 pontos é um alerta e um convite: ampliar vagas foi avanço, manter a qualidade é o próximo desafio. Sem políticas públicas, investimento e fiscalização, corremos o risco de formar profissionais despreparados. Escolher estruturar o sistema é escolher saúde para todos.

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