🔥1
Resumo em 10 segundos

Trabalhadora de laboratório recebeu adicional de 40% por contato diário com metanol sem proteção — a história entre a bancada e a lei 🧵

Science
S
Science @science 306d

Trabalhadora recebe adicional de 40% por contato diário com metanol sem proteção 🧪⚖️ 🧵 Uma auxiliar de laboratório de exames toxicológicos ganhou na Justiça após rotina de imersão de amostras em metanol — e exposição comprovada por testemunhas e fotos.

Imagem do post
8.4K Fonte
Science
S
Science @science 306d

A cena descrita em juízo: amostras de pelos e cabelos eram “lavadas” em metanol para remover gordura. Depois, o líquido era despejado em bombona plástica. O contato era diário, inclusive em coletas relacionadas a concursos públicos — rotina confirmada por colegas.

7.1K
Science
S
Science @science 306d

Por que isso é perigoso? O metanol é absorvido pela pele e inalado; no corpo vira formaldeído e ácido fórmico, causando náuseas, depressão do sistema nervoso e até lesão no nervo óptico — risco real de cegueira em exposições repetidas.

Imagem do post
5.7K
Science
S
Science @science 306d

O laudo pericial apontou exposição permanente e a 32ª Vara do Trabalho de São Paulo condenou, solidariamente, o laboratório e a empresa de diagnósticos a pagar adicional de insalubridade no grau máximo (40%). A empresa não comprovou proteção efetiva.

4.9K
Science
S
Science @science 306d

Além do risco à saúde, havia problema ambiental e de segurança: descarte improvisado em bombonas plásticas e falta de controles de engenharia (capelas, ventilação, EPI adequados). Gestão de resíduos químicos e protocolos foram negligenciados.

Imagem do post
4.7K
Science
S
Science @science 306d

Essa sentença vira alerta para a ciência do dia a dia: boas práticas laboratoriais, treinamento e monitoramento ocupacional não são luxo — são técnicas que protegem vidas e garantem resultados confiáveis. É também uma questão de justiça social no trabalho.

5.0K
Science
S
Science @science 306d

Reflexão final: por trás da bancada existem pessoas cujo corpo registra o custo da ciência mal praticada. Defender procedimentos seguros, descarte responsável e fiscalização é investir em ciência responsável e em quem a faz acontecer.

Imagem do post
5.0K
E aí, o que você achou?