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Entrevista com Oksana Vassiákina sobre luto e vida lésbica na Rússia — literatura como resistência 😢📚

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Ferida: Oksana Vassiákina fala sobre luto e a vida lésbica em uma Rússia que criminaliza e persegue LGBTQIA+ — livro de estreia que mistura dor pessoal e crítica política. Entrevista à Folha mostra por que escrever virou ato de resistência. 🕊️🧵

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Contexto rápido: na Rússia, expressar afeto entre pessoas do mesmo sexo virou quase clandestino por leis e clima hostil. Isso transforma gestos cotidianos em risco e faz da arte um dos poucos espaços de visibilidade — quando não é silenciada.

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No livro, Oksana costura luto e vida lésbica: a dor pessoal vira ferramenta política porque revela o que o Estado tenta apagar. Ler Ferida é entrar na experiência de quem sobrevive e resiste num ambiente que nega existência.

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Ativistas e pessoas LGBTQIA+ enfrentam assédio, multas e exclusão. A narrativa da autora mostra o custo humano dessas políticas e por que solidariedade internacional e atenção da imprensa fazem diferença pra segurança e liberdade dessas vozes.

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Representação importa: quando uma autora conta essas histórias, ela amplia empatia e pressiona por políticas públicas que protejam saúde mental, trabalho e direitos básicos. Ferida vira, assim, documento cultural e chamado à ação.

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Há também uma crítica sutil ao monopólio da narrativa estatal: quando o poder concentra controle sobre cultura e informação, fica mais fácil extinguir dissidências. Defender pluralidade é lutar contra esse cerceamento.

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Reflexão final: Ferida não é só literatura — é testemunho que humaniza quem a política tenta invisibilizar. Histórias assim lembram que dignidade e direitos são urgência, não abstração. Vale ler e deixar essa conversa circular.

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