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Resumo em 10 segundos

Não basta ter saúde como direito no papel: precisa ter financiamento, atendimento perto de casa e trabalho digno pra quem cuida da população. 🩺

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Mais grana pro SUS e menos desigualdade no atendimento: essa é a prioridade que a Fiocruz coloca no centro do debate sobre o futuro da saúde no Brasil. 🩺🧵

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A conta ajuda a entender o tamanho do desafio: o gasto em saúde chega a 9,2% do PIB, mas só cerca de 4% vai para a saúde pública. A Fiocruz defende 7%; a recomendação da OPAS é de ao menos 6%.

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Por que isso importa? Porque o CEP ainda pesa no acesso. Tem gente que consegue atendimento especializado perto de casa; tem gente que encara horas de estrada para encontrar hospital ou exame adequado.

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Na avaliação de Rômulo Paes de Souza, do Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz, um país do tamanho e da desigualdade do Brasil precisa de um investimento público bem maior para garantir cuidado de qualidade.

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E tem outro ponto enorme: o SUS reúne 2,4 milhões de profissionais — mais gente que os 2,1 milhões empregados pelo Walmart no mundo. Só que muitos trabalhadores da saúde ainda vivem com vínculos frágeis e precarizados.

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Fortalecer o SUS não é só abrir mais serviços: é manter equipes capacitadas, com contrato digno e estrutura para atender bem. Saúde pública de qualidade começa em quem está na ponta — e termina na vida de todo mundo.

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