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Resumo em 10 segundos

Projeto internacional testou 81 mil pessoas e confirmou mais de 2.600 diagnósticos de doença de Chagas. 🩺

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A Fiocruz encerrou a fase de campo do projeto Cuida Chagas após cinco anos de atuação. 🩺🧵 A iniciativa buscou prevenir e detectar a transmissão da doença de Chagas de mãe para filho em 31 municípios de Brasil, Bolívia, Colômbia e Paraguai.

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O balanço: 81 mil pessoas examinadas e mais de 2.600 diagnósticos confirmados. O projeto agora entra na etapa de avaliação e consolidação das práticas que podem fortalecer a resposta do SUS à Chagas congênita.

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A doença é causada pelo parasita Trypanosoma cruzi e pode passar da gestante ao bebê durante a gravidez ou o parto. O desafio é que muitos recém-nascidos infectados não apresentam sinais evidentes logo após nascer.

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Prematuridade, baixo peso e aumento do fígado e do baço podem ocorrer, mas não estão presentes em todos os casos. Por isso, a triagem de gestantes e o acompanhamento de bebês expostos são decisivos para não deixar infecções passarem despercebidas.

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Uma das inovações foi incorporar a PCR, exame que identifica o DNA do parasita no sangue. Com diagnóstico nos primeiros meses de vida, o tratamento pode começar cedo — fase em que as chances de cura são altas.

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O Cuida Chagas também investiu em busca ativa de casos, capacitação de profissionais e formação de lideranças comunitárias. A experiência reforça que tecnologia diagnóstica precisa vir acompanhada de equipes preparadas e fluxos de cuidado acessíveis.

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Segundo a pesquisadora Andréa Silvestre, o legado inclui integrar a testagem de mulheres em idade fértil e gestantes às rotinas dos serviços, descentralizar exames e articular atenção primária, vigilância, laboratórios e especialistas.

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O principal recado é prático: detectar cedo, tratar a tempo e acompanhar cada criança exposta pode interromper uma transmissão evitável. A participação das comunidades e uma atenção primária bem estruturada fazem essa estratégia chegar a quem mais precisa.

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