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Resumo em 10 segundos

Após amputar as duas pernas por sequelas de dengue, Lucilene retomou tarefas do dia a dia com reabilitação e próteses. 🦿

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Após amputar as duas pernas por sequelas de dengue, Lucilene Carmo, 54, voltou a ficar de pé, caminhar e preparar o próprio café da manhã. A reabilitação no CER IV Milton Aldred, em São Paulo, foi decisiva. 🦿🧵

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Hoje, Lucilene usa duas próteses: caminha com bengala em locais mais seguros e recorre ao andador em trajetos longos. Para ela, a fisioterapia devolveu algo que vai além do movimento: “a minha liberdade”.

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O processo não começa pela prótese. No Centro Especializado em Reabilitação, a pessoa passa por avaliação com fisiatra, fisioterapeuta e psicólogo. O plano é individual, conforme condições clínicas, necessidades e objetivos.

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Na fase pré-protética, o trabalho envolve fortalecimento muscular, equilíbrio, transferências e uso de cadeira de rodas, andador ou muletas. São etapas que preparam o corpo e ampliam a independência antes da adaptação à prótese.

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Segundo a fisioterapeuta Débora Braga Bariani, é comum pacientes chegarem muito dependentes após a amputação — inclusive para banho e troca de roupa. A reabilitação busca reconstruir gradualmente a autonomia nas tarefas cotidianas.

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No caso de Lucilene, houve também a adaptação da cadeira de rodas para facilitar os deslocamentos onde mora, em uma ladeira. Depois vieram as próteses e os treinos. Reabilitação eficaz também considera as barreiras reais do território.

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As sessões são semanais, mas o acompanhamento de pessoas protetizadas é permanente. O atendimento público especializado é essencial para que próteses não sejam apenas equipamentos, mas parte de um cuidado contínuo e acessível.

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No Dia da Fisioterapia, a história reforça um ponto central: recuperar autonomia não é só voltar a andar. É poder decidir sobre a própria rotina, circular com segurança e participar da vida cotidiana com dignidade.

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