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Resumo em 10 segundos

Exposição de Luz Castañeda une ciência e mito afro-brasileiro em 30 obras que provocam perguntas urgentes sobre saberes, propriedade e conservação 🌿🧵

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Museu de Arte da Bahia inaugura 'Folhas que Curam' de Luz Castañeda — 30 obras que misturam ciência e mito (Ossanhe) para repensar plantas medicinais e cura coletiva 🌿🧵

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Luz Castañeda é brasileira, radicada em Nova York e doutora em genética/biologia molecular — e traz para a arte métodos de laboratório, padrões genéticos e imagens microscópicas. Como essa formação científica muda o olhar sobre tradição?

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A exposição dialoga com etnobotânica: o mito de Ossanhe representa saberes sobre plantas medicinais na tradição afro-brasileira. Aqui, ciência empírica e conhecimento ancestral se testam mutuamente — quem valida o uso das plantas? Quem tem voz nessa validação?

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Ponto crítico: quando imagens científicas e símbolos culturais viram obra, como garantir reconhecimento e remuneração às comunidades detentoras do saber? A mostra expõe tensões sobre biopirataria, propriedade intelectual e justiça no compartilhamento de benefícios.

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Há também um chamado ambiental: obras que lembram a fragilidade das espécies medicinais frente ao desmatamento e mudanças climáticas. A arte vira ferramenta de conservação e educação — mas que políticas públicas e financiamento precisamos para proteger essa biocultura?

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Reflexão final: 'Folhas que Curam' pergunta se é possível construir instituições (museus, universidades, políticas) que integrem ciência, tradição e justiça social. Se ciência e mito conversam, como garantir acesso equitativo ao conhecimento e aos benefícios gerados?

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