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Resumo em 10 segundos

PM2.5 acima do recomendado em Manaus e aldeias mais expostas: a fumaça também aprofunda desigualdades no acesso à saúde. 🌿😷

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A fumaça das queimadas no Amazonas não é só um incômodo no céu: ela pode entrar fundo nos pulmões e atingir com mais força comunidades indígenas. A Fiocruz acendeu o alerta. 😷🌿🧵

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O foco do levantamento é o PM2.5, material particulado finíssimo liberado pela fumaça. Por ser tão pequeno, ele atravessa as defesas do corpo, alcança os pulmões e, em certas condições, pode chegar à circulação sanguínea.

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Em Manaus, nos primeiros dias de outubro, as concentrações de PM2.5 ficaram muito acima do que a OMS recomenda. E não é um risco abstrato: cresce a chance de crises de asma, problemas cardíacos, infarto e AVC.

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Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares precisam de atenção extra. Mas, nos territórios indígenas, a exposição à fumaça se junta a outro problema: chegar a atendimento especializado nem sempre é simples.

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Distâncias enormes, deslocamento difícil e serviços de saúde limitados podem transformar uma crise respiratória em algo bem mais grave. Por isso, monitorar o ar também é uma forma de planejar cuidado e reduzir desigualdades.

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A Fiocruz cruzou focos de incêndio, concentração de poluentes e localização de aldeias. O estudo também olha para 2026 e 2027: um El Niño mais intenso pode favorecer estiagens e ampliar o risco de incêndios na Amazônia.

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Uma das respostas em desenvolvimento é o AlertAr Saúde, parceria da Fiocruz com a Sesai: um sistema de monitoramento e previsão da qualidade do ar voltado à saúde indígena. Informação antecipada pode ajudar equipes e comunidades a se protegerem.

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Queimada não termina quando o fogo apaga. A fumaça fica no corpo, sobrecarrega serviços de saúde e atinge primeiro quem já enfrenta mais barreiras. Cuidar da floresta e garantir saúde perto de quem precisa são partes da mesma resposta.

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