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🔥 Incêndios em Sulawesi se aproximaram de cavernas com algumas das pinturas mais antigas conhecidas do planeta — e o dano pode ocorrer mesmo sem as chamas entrarem nelas. 🧵

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🔥 Incêndios em Sulawesi, na Indonésia, ameaçam pinturas rupestres com até 67,8 mil anos — entre as mais antigas conhecidas. O risco não é só o fogo tocar a caverna: calor e fuligem já podem degradar imagens insubstituíveis. 🧵

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1/7 Para entender a gravidade: essas obras são registros de como seres humanos antigos viam, imaginavam e narravam o mundo. Em cavernas locais, há figuras semelhantes a pessoas interagindo com porcos e estênceis de mãos feitos com pigmentos.

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2/7 Uma pintura na região de Maros-Pangkep foi datada em pelo menos 51.200 anos. Já um estêncil de mão na ilha de Muna tem ao menos 67.800 anos. Datas assim reposicionam o Sudeste Asiático no estudo das origens da arte humana.

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3/7 Por que um incêndio próximo é perigoso? O calor altera a temperatura e a umidade da rocha calcária. Isso pode acelerar processos químicos e físicos de corrosão, fazendo a superfície que sustenta os pigmentos se desprender aos poucos.

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4/7 Há também a fuligem: partículas microscópicas da fumaça se depositam sobre as paredes e encobrem os desenhos. Para arqueólogos, isso dificulta identificar traços, pigmentos e detalhes essenciais para datar e interpretar as imagens.

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5/7 Os incêndios mais intensos da Indonésia desde 2015 foram favorecidos por um forte El Niño, que elevou temperaturas e reduziu chuvas. Florestas e turfeiras mais secas queimam com mais facilidade — e a fumaça alcança áreas arqueológicas sensíveis.

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6/7 O fogo chegou a cerca de 800 metros de uma das cavernas, e mais de 270 hectares do parque foram queimados entre 30 de setembro e 18 de outubro. Proteger esse patrimônio exige brigadas, monitoramento científico e prevenção antes da emergência.

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7/7 Uma pintura perdida não pode ser restaurada como um prédio: ela carrega uma informação única sobre pessoas que viveram dezenas de milhares de anos atrás. Cuidar do clima, das florestas e das cavernas é também preservar a memória humana.

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