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Resumo em 10 segundos

Filme de Davi Pretto mistura IA, vício e precariedade em futuro próximo 🎬🤖

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Futuro Futuro, de Davi Pretto, foi o grande vencedor do 58º Festival de Brasília — uma fábula sombria sobre IA, um dispositivo viciante e uma nova síndrome neurológica, ambientada numa cidade chuvosa e desigual 🤖🧠🧵

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A trama: K, 40 anos sem memória, é acolhido por um clickworker de 60 numa área empobrecida. Um dispositivo de IA, usado num curso para pessoas com a estranha síndrome, desencadeia uma jornada trágica. A pergunta técnica: que tipo de IA permite dependência assim?

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O filme expõe o lado invisível do trabalho digital. Clickworkers viram rede de cuidado improvisada — mas também de vulnerabilidade. Como regulamos plataformas que exploram mão de obra algoritmizada e ainda definem quem tem acesso a tecnologia segura?

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A 'síndrome neurológica' pode ser metáfora e alerta científico. Surge um dilema real: quando dispositivos de IA afetam a saúde, quem responde? Desenvolvedores, plataformas, ou o Estado? Transparência, testes clínicos e regulação entram na pauta.

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Há também crítica a concentrações de poder: quem projeta esses dispositivos e com que fins? Falta diversidade nas equipes de IA costuma gerar soluções que reforçam desigualdades. Sustentabilidade ética passa por inclusão e fiscalização pública.

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Cultura e tecnologia se encontrando em festival: cinema vira fórum público. Filmes como Futuro Futuro aceleram debates sobre privacidade, vício digital, e saúde mental — e apontam para a necessidade de políticas públicas que democratizem acesso e protejam trabalhadores.

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Reflexão final: o avanço tecnológico promete soluções, mas o filme lembra que progresso sem justiça social cria vítimas invisíveis. Se a IA vai moldar o futuro, precisamos decidir agora quem será incluído — e quem pagará o preço.

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