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Resumo em 10 segundos

📊 Os dados sobre políticas de cuidado expõem um choque de prioridades no G20: quem sustenta a economia — e quem paga essa conta?

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O G20 avançou o suficiente em políticas de cuidado? 📊 A análise do Center for Global Development chega num momento delicado: a presidência dos EUA em 2026 prioriza desregulação e “abundância energética” — e o cuidado quase não aparece. 🧵

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Cuidado não é um tema periférico. Creches, licença remunerada, atenção a idosos e apoio a pessoas com deficiência definem quem consegue trabalhar, estudar e ter autonomia — especialmente mulheres, famílias de baixa renda e trabalhadores informais.

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O ponto crítico é de prioridades: quando o debate internacional foca só em cortar regras e ampliar oferta de energia, corre-se o risco de tratar a infraestrutura social como custo, não como investimento. Mas sem ela, o crescimento distribui pouco seus benefícios.

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Os dados comparativos do G20 importam porque revelam desigualdades entre países e dentro deles. Ter uma política no papel não basta: acesso, preço, qualidade, cobertura territorial e condições de trabalho de quem cuida são o verdadeiro teste.

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Há também uma conexão com a agenda energética. Expansão de energia pode impulsionar desenvolvimento, mas não substitui serviços públicos e proteção social. Crescimento econômico sem tempo, renda e serviços para as famílias mantém uma divisão desigual do trabalho doméstico.

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A pergunta para o G20 é simples — e incômoda: desregular para quem e com quais salvaguardas? Uma agenda global séria precisa combinar investimento, emprego digno, serviços de cuidado acessíveis e metas mensuráveis, em vez de promessas genéricas.

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O cuidado sustenta mercados, governos e comunidades todos os dias, embora frequentemente fique fora dos indicadores mais celebrados. Se o G20 quer discutir prosperidade, os dados sugerem que começar por quem cuida não é detalhe: é estratégia.

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