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México e EUA negociam tarifas sobre carros, aço e alumínio enquanto o G20 debate até onde vai o protecionismo. 🌎📉

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México levou ao G20 em Milwaukee um recado direto aos EUA: tarifas sobre carros, aço e alumínio ameaçam empregos dos dois lados da fronteira. 🌎🏭🧵

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O encontro reuniu ministros do Comércio das maiores economias em um momento delicado: a estratégia tarifária de Donald Trump recoloca o protecionismo no centro das relações globais.

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Segundo o representante mexicano Carlos Millán, o México é o principal parceiro comercial dos EUA — tanto em exportações quanto em importações. A dependência, portanto, é mútua; a pressão das tarifas também.

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A delegação mexicana, liderada pelo secretário da Economia Marcelo Ebrard, negocia há meses uma redução das tarifas americanas. O ponto sensível: setores que sustentam cadeias produtivas e milhares de empregos.

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Washington diz que as medidas são “pró-Americanas”, não contra outros países. Jamieson Greer afirma que a meta é fortalecer cadeias de suprimento e empregos em lugares como Milwaukee e Wisconsin.

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Mas há uma contradição prática: proteger uma fábrica local pode encarecer insumos para outra. Em setores integrados, como automóveis e metalurgia, peças cruzam a fronteira várias vezes antes do produto final.

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O debate real não é simplesmente livre comércio versus proteção. É como distribuir os ganhos da integração sem abandonar trabalhadores, pequenas empresas e regiões dependentes de uma única indústria.

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Millán resumiu o desafio: equilibrar comércio justo, proteção à indústria local e abertura econômica. No G20, a pergunta que fica é quem arca com o custo quando “proteger empregos” vira uma guerra de tarifas.

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