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O impulso fiscal no ano eleitoral veio mais cedo e foi bem menor que em 2022. Entenda o que os números mostram 📊

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O gasto público deu um empurrão na economia logo no começo de 2026 — mas o ritmo caiu depois 📊🧵 Nos três primeiros trimestres, o efeito acumulado do governo central ficou praticamente no zero. Bem diferente de outros anos eleitorais.

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No 1º semestre, União, estados e municípios adicionaram R$ 27 bilhões de impulso ao gasto primário, em valores do 2º tri de 2026. Parece muito, mas em 2022 foram R$ 58 bilhões: mais que o dobro.

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A maior freada veio dos governos regionais. Estados e municípios saíram de R$ 38 bilhões de impulso em 2022 para R$ 15 bilhões em 2026. No governo central, a queda foi menor: de R$ 20 bi para R$ 13 bi.

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Traduzindo sem economês: boa parte da moderação não veio de Brasília, mas das decisões fiscais locais. E isso importa, porque é nos municípios e estados que muita política pública vira serviço concreto: saúde, escola, transporte e assistência.

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O governo federal concentrou o gás no 1º trimestre. Segundo a análise do FGV IBRE, o gasto foi forte o bastante para evitar que o PIB ficasse estagnado naquele período.

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Depois, porém, o movimento se inverteu: o gasto do governo central recuou no 2º e no 3º trimestre, anulando boa parte do impulso inicial. O dado do 3º tri ainda é preliminar e usa estimativa do Ipea para setembro.

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A comparação ajuda a dimensionar: nos três primeiros trimestres, o impulso do governo central foi de R$ 79 bi em 2022, R$ 43 bi em 2014 e R$ 16 bi em 2018. Em 2026, ficou praticamente nulo.

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Não é só uma disputa de planilhas: o timing do orçamento afeta emprego, renda e a capacidade de manter serviços públicos funcionando. O desafio é combinar responsabilidade fiscal com investimentos previsíveis — sem depender de picos em ano eleitoral.

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