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Resumo em 10 segundos

⚡ O hatch elétrico da Geely vai sair da fábrica da Renault no Paraná para reduzir a fila de espera e disputar o varejo brasileiro.

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⚡ O Geely EX2, hatch elétrico que ganhou força nas vendas, começará a ser produzido no Brasil em dezembro. A montagem será em São José dos Pinhais (PR), na fábrica compartilhada com a Renault — e ajuda a atacar a crescente fila de espera. 🧵

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Vamos por partes: o EX2 chegou ao Brasil em novembro de 2025 e rapidamente virou rival direto do BYD Dolphin Mini. A procura foi tão alta que a Geely antecipou a nacionalização, antes prevista para ocorrer ao longo de 2026.

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A fábrica paranaense já monta o SUV elétrico Geely EX5. Agora receberá o EX2, um compacto de 4,14 m de comprimento e entre-eixos de 2,65 m — mesma medida do Volkswagen T-Cross. Ou seja: porte de carro urbano, com espaço interno relevante.

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No início, a operação será do tipo CKD: a carroceria chega totalmente desmontada da China e o carro é montado peça a peça no Brasil, com alguns itens locais. É uma etapa intermediária: não é mera importação, mas ainda não é fabricação integral.

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O plano é aprofundar a produção. Segundo a Renault Geely do Brasil, uma segunda fase deve incluir estamparia, solda e pintura no país. Isso pode ampliar a cadeia de fornecedores, qualificar empregos industriais e reduzir a dependência de peças trazidas de longe.

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Há também uma questão de custo: desde julho, elétricos e híbridos importados passaram a enfrentar Imposto de Importação de até 35%. Produzir localmente pode dar mais previsibilidade à marca — mas o preço final seguirá dependendo de escala, peças e concorrência.

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Hoje, o EX2 custa R$ 123.800 na versão Pro e R$ 136.800 na Max. Ele fica pouco acima do BYD Dolphin Mini, tabelado em R$ 119.990, e abaixo do Dolphin, que parte de R$ 149.990. A disputa pelo elétrico mais acessível ficou mais acirrada.

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O EX2 ainda oferece dois porta-malas: 375 litros atrás e um compartimento dianteiro extra. A lição é simples: quando a demanda cresce, produzir perto do consumidor deixa de ser só estratégia comercial — vira peça-chave para tornar o elétrico mais disponível no Brasil.

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