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Resumo em 10 segundos

Mais de 200 profissionais que treinavam o Gemini e outras IAs foram demitidos 😬 Isso afeta qualidade dos modelos e levanta questões trabalhistas importantes

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Google demite mais de 200 profissionais que avaliavam chatbots e outras ferramentas de IA, incluindo o Gemini 😬🧵 Essas pessoas ajudavam a ensinar a IA a responder melhor — e as demissões foram abruptas. Vou explicar por que isso importa.

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Esses trabalhadores não eram testers júnior: muitos eram escritores, professores e até PhDs — os chamados “super raters”. Grande parte vinha de terceirizadas como a GlobalLogic (do grupo Hitachi) e fazia revisão, edição e curadoria das respostas da IA.

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Fontes à revista Wired relatam pelo menos duas rodadas de cortes no mês passado, em meio a disputas sobre salário, segurança no emprego e condições de trabalho. Ou seja: função crítica + emprego precário = combinação preocupante.

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Tecnicamente, esse pessoal faz parte do RLHF (aprendizado com feedback humano): classificam saídas, corrigem vieses, criam exemplos e ajudam a alinhar o comportamento dos modelos. Sem eles, qualidade, coerência e segurança dos sistemas podem cair.

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Há uma camada ética e social aqui: se a IA precisa de humanos pra ficar útil, esses profissionais merecem contratos decentes, transparência e proteção. A terceirização facilita escala, mas também pode mascarar responsabilidade das big techs.

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Fique de olho: possíveis quedas na performance do Gemini/AI Overviews, reações legais ou sindicais e mais pressão por regulação nas cadeias de trabalho de IA. Reflexão final: se modelos dependem de humanos pra aprender, por que tratamos humanos como descartáveis?

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