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🛰️ O Projeto Suncatcher colocou TPUs do Google em órbita. O teste abre uma nova fronteira para IA, mas também expõe limites físicos, ambientais e de poder.

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Google enviou seus chips de IA para a órbita terrestre pela primeira vez 🛰️🧠 A bordo de um Falcon 9, o Projeto Suncatcher vai testar TPUs sob radiação, calor extremo e estresse de voo. É um passo real — não um data center espacial pronto. 🧵

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Os TPUs são processadores do Google feitos para acelerar IA e aprendizado de máquina. No espaço, a pergunta central é simples: eles continuam confiáveis quando bombardeados por radiação cósmica e sujeitos a variações térmicas brutais?

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Antes do lançamento, os chips passaram por simulações no Laboratório Nuclear Crocker, da Universidade da Califórnia em Davis. Mas testes em solo têm um limite: o ambiente orbital mistura vácuo, radiação e operação real de um jeito impossível de reproduzir por completo.

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A aposta tem lógica energética: em órbita baixa, satélites podem receber luz solar por períodos muito maiores que instalações no solo. O Google fala em até 8 vezes mais energia solar disponível. Mas gerar energia não resolve sozinho o problema de computar no espaço.

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O gargalo é enorme: dissipar calor no vácuo é difícil, reparar hardware é caro e transmitir grandes volumes de dados à Terra exige enlaces robustos. “Energia solar ilimitada” soa bem, mas infraestrutura orbital continua limitada por física, custo e logística.

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A missão Transporter-18 levou 130 cargas úteis, em parceria da SpaceX com a Planet Labs. Esse modelo de lançamentos compartilhados reduz barreiras de entrada, mas a infraestrutura orbital ainda é dominada por poucas big techs e empresas espaciais.

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O Google planeja dois satélites em 2027 para avançar os testes. A questão não é só se IA pode operar no espaço, mas quem definirá as regras dessa nova infraestrutura — e como evitar que a órbita vire apenas a próxima fronteira da concentração tecnológica. 🌍

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