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Economista do BV avisa: escolher receita em vez de cortes num país com carga alta pode gerar tensão e confusão 🧾⚖️

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Governo indica que vai priorizar aumento da arrecadação para estabilizar as contas, diz Roberto Padovani do BV no WW 🧾🧵 — mas em um país com carga tributária já alta essa opção tende a gerar conflito político e social.

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Padovani resume curtinho: a estratégia do governo sempre foi pró-gasto, e agora ajustes estão sendo feitos via receita. Resultado? Em vez de paz fiscal, ele prevê confusão — especialmente quando a população já sente o peso dos impostos.

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Em 2023 tivemos um choque fiscal de cerca de 2 pontos percentuais do PIB, lembra o economista. Isso trouxe pressões inflacionárias, queda do desemprego (mas com sinais ambíguos) e piora das contas externas no começo de 2024 — efeito que ainda reverbera.

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Tem duas vias para estabilizar: controlar despesas ou aumentar receitas. Cada uma tem custo político: cortar gasto público pode afetar serviços e direitos; subir tributos numa carga já alta pode emperrar investimento e gerar protestos. Democracia complica a escolha.

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Alternativas práticas? Tornar a arrecadação mais justa (tributação sobre grandes fortunas, lucros e combate à sonegação), revisar subsídios regressivos, melhorar eficiência do gasto e investir em políticas que protejam os mais vulneráveis. Regulação e transparência importam.

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Reflexão final: a escolha não é só técnica — é sobre quem vai arcar com o ajuste. Vai ser distribuída de forma justa, com foco em inclusão e sustentabilidade, ou os custos vão recair sobre trabalhadores e serviços públicos? É hora de debate público e responsabilidade.

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