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Resumo em 10 segundos

No Norte e Nordeste, a distância entre precisar de cuidado e encontrá-lo na rede pública pode ter milhares de habitantes no meio. 🧠

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No Pará, um psicólogo do SUS atende, em tese, uma população de 5.769 pessoas. No Amazonas, 5.724. A história da saúde mental no Brasil também passa pelo CEP — e ele revela um abismo regional. 🧠🧵

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O levantamento da CNN Brasil cruzou dados do SUS e mostrou uma contradição: o país tem mais de 600 mil psicólogos inscritos nos Conselhos Regionais, mas só uma parcela está vinculada à rede pública de saúde.

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Em uma ponta, há profissionais registrados. Na outra, pessoas que dependem exclusivamente do SUS tentando acessar escuta, acompanhamento e cuidado psicológico perto de casa. Entre elas, existe uma lacuna que não é só numérica.

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No Pará, são 9.235 psicólogos ativos registrados no CFP — cerca de 1 para cada 943 habitantes. Mas, no SUS, a proporção cai para 1 a cada 5.769. Ter formação disponível não garante atendimento público disponível.

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A desigualdade fica mais clara na comparação: Santa Catarina tem 1 psicólogo do SUS para 2.482 habitantes; Minas Gerais, 1 para 2.557; Rio Grande do Sul, 1 para 2.646. Distâncias muito menores que as vistas no Norte.

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O ranking dos dez piores indicadores reúne oito estados do Norte e Nordeste. Além de Pará e Amazonas, estão Maranhão, Ceará, Bahia, Acre, Rondônia e Roraima. O Distrito Federal também aparece entre as piores relações.

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Segundo Ana Carolina Freire, do CFP, grande parte da categoria atua na psicologia clínica. O desafio é transformar a existência de profissionais em presença real na rede pública, com equipes, estrutura e políticas que alcancem todos os territórios.

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Saúde mental não deveria depender da renda para pagar consulta nem da região onde alguém nasceu. Quando o SUS consegue acolher cedo, o cuidado deixa de ser privilégio e vira o que deve ser: um direito.

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