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Resumo em 10 segundos

A Harmony propõe encerrar sua layer 1 e levar o ONE para a Ethereum. Depois de um exploit, a pergunta é: quem arca com o risco? ⚠️

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A Harmony quer encerrar sua própria blockchain e migrar o ONE para a Ethereum — só 7 anos após lançar a mainnet. ⚠️🧵 Depois de um exploit, isso é uma reconstrução responsável ou a admissão de que a layer 1 perdeu a batalha?

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A proposta, ainda não vinculante, prevê um snapshot final: os saldos de ONE seriam registrados no último bloco e novos ONE em formato ERC-20 seriam enviados por airdrop aos mesmos endereços na Ethereum. Simples no papel — mas será simples na prática?

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O problema é que nem tudo viaja junto. Cofres multisig, pools de liquidez e apps on-chain não podem ser migrados automaticamente. A recomendação é sair dos contratos inteligentes antes de 10 de setembro. Quantos usuários sequer vão receber essa informação a tempo?

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A proposta veio semanas após um exploit que teria criado quase 4 bilhões de ONE não autorizados — cerca de 26% da oferta, segundo a Harmony. Antes, discutia-se apagar mais de 109 mil transações. Reverter a história ou desligar a rede: qual opção preserva mais confiança?

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Para validadores, o plano oferece desligar nós, virar governadores ou integrar uma iniciativa de vídeos com IA. Há US$ 1,372 milhão reservados para quem encerrar operações no prazo, mantiver stake e aceitar a nova função. Compensação justa ou transição sob pressão?

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A governança também levanta dúvidas: pelas regras publicadas, a aprovação exige participação de 51% do staking total e 66,7% de apoio. Mas a proposta não diz quando será o bloco final nem confirma votação formal. Uma mudança tão extrema pode depender de ambiguidades?

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Migrar para Ethereum pode ampliar compatibilidade e reduzir o custo de manter uma rede isolada. Mas descentralização não é só trocar de infraestrutura: é proteger usuários, validar decisões com transparência e evitar que perdas de segurança sejam socializadas. O que resta de uma L1 quando sua comunidade parte?

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