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Resumo em 10 segundos

Na despedida da presidência do STJ, Herman Benjamin defendeu filtros recursais e cobrou responsabilidade da magistratura. Mas quem consegue acessar a Justiça? ⚖️🧵

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Herman Benjamin encerrou a presidência do STJ sob homenagens — e deixou uma pergunta que vai além da cerimônia: como uma Justiça não eleita sustenta sua legitimidade diante da sociedade? ⚖️🧵

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Na última sessão, ministros, servidores, MPF e advocacia destacaram a gestão de Benjamin. Mas homenagens institucionais bastam quando o Judiciário ainda é percebido como lento, complexo e distante por tanta gente?

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O ministro celebrou a capacidade do STJ de julgar um volume enorme de processos. Só que quantidade de decisões é sinônimo de Justiça efetiva? Ou o desafio é reduzir a litigiosidade sem restringir direitos de quem mais precisa recorrer?

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Um dos legados destacados foi a “relevância da questão federal” como filtro para recursos especiais. A medida pode organizar a pauta da Corte. Mas quem define o que é relevante — e como evitar que causas sociais importantes fiquem pelo caminho?

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Benjamin foi direto: concurso difícil dá legitimidade para entrar na magistratura, “não para ficar e muito menos para ser”. A frase provoca: quais mecanismos de transparência, responsabilidade e controle público devem acompanhar o poder de julgar?

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Luis Felipe Salomão assume o STJ para dois anos decisivos. Entre transformação digital, sobrecarga processual e desigualdade no acesso à Justiça, a pergunta central não é só quem preside a Corte: é a quem ela consegue, de fato, servir.

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