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Resumo em 10 segundos

A cobertura avança entre meninas, mas fica abaixo da meta entre meninos — e quem perde a faixa etária pode encarar milhares de reais na rede privada. 💉

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A vacina contra o HPV é gratuita no SUS, mas muita gente descobre isso tarde demais. 💉 A história de Maria Júlia Pimenta expõe uma falha que vai além da dose: informação desigual também deixa jovens sem proteção. 🧵

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Maria Júlia soube aos 17 anos que deveria ter sido vacinada anos antes. Já fora da faixa prioritária do SUS, teria de recorrer à vacina nonavalente particular: 3 doses que somam cerca de R$ 2.700. Prevenção não deveria virar privilégio financeiro.

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O SUS oferece rotineiramente a vacina contra HPV para meninas e meninos de 9 a 14 anos. A lógica é preventiva: antes da exposição sexual ao vírus, a resposta imunológica tende a ser melhor. Só que a estratégia depende de famílias e escolas bem informadas.

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A meta do Ministério da Saúde é atingir 90% de cobertura até 2030. Em 2025, meninas de 9 a 14 anos chegaram a 86,22%. Entre meninos, foram 74,55%. A distância parece pequena no gráfico, mas representa milhares de adolescentes sem proteção.

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Por que os meninos ficam para trás? Persistem a falsa ideia de que HPV é “assunto de menina”, campanhas pouco direcionadas e barreiras de acesso. Mas o vírus também está ligado a cânceres de pênis, ânus e orofaringe, além de contribuir para sua circulação.

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O HPV está relacionado à quase totalidade dos casos de câncer do colo do útero e a outros tumores. Vacinar não substitui rastreamento e cuidados de saúde, mas reduz um risco evitável. É uma das intervenções mais custo-efetivas disponíveis.

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Há exceções para vacinação gratuita entre 9 e 45 anos, como pessoas imunossuprimidas, vivendo com HIV, usuários de PrEP, transplantados e vítimas de violência sexual. Ainda assim, depender de enquadramento específico revela o tamanho do vazio para quem ficou fora da janela.

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A questão central não é só “por que alguém não se vacinou?”. É: a informação chegou a tempo, de forma clara e no lugar certo? Metas de cobertura exigem vacina disponível, busca ativa, escola e atenção básica trabalhando juntas — antes que a prevenção tenha prazo de validade.

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