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Resumo em 10 segundos

🤖 Tecnologia pode acelerar a busca por evidências em um acervo gigantesco — mas a revisão humana continua indispensável.

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🤖 A Human Rights Watch recebeu quase 2 TB de arquivos sobre a Operação Contenção, no Rio — e a IA virou uma aliada para lidar com um volume impossível de revisar no braço. O acervo inclui milhares de horas de câmeras corporais. 🧵

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Pra ter noção da escala: assistir às cerca de 4.400 horas de vídeo sem parar, 24h por dia, levaria quase seis meses para uma única pessoa. E isso sem contar 8.800 páginas de investigação e 122 laudos de necropsia.

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É aí que ferramentas de IA podem ajudar: organizar arquivos, transcrever áudios, localizar momentos relevantes e cruzar dados. Não é “robô decidindo o caso”; é tecnologia reduzindo o tempo até uma evidência ser encontrada.

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O contexto é pesado: a operação de 28 de outubro de 2025 matou 122 pessoas, entre elas cinco policiais e dois adolescentes. Segundo os laudos, mais de 85% das vítimas que não eram policiais eram negras.

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As câmeras corporais deveriam ampliar transparência. O STF havia determinado seu uso no Rio, mas só 23% dos policiais estavam com elas naquele dia. Nenhuma morte apareceu nas imagens analisadas pela HRW.

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Isso também mostra o limite da tecnologia: IA pode vasculhar um oceano de dados, mas não grava o que a câmera não registrou. Equipamento, regras claras de uso e fiscalização independente continuam sendo parte central da resposta.

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Quando bem usada, a IA não substitui investigadores nem o devido processo. Ela pode dar escala à apuração e ajudar a transformar arquivos esquecidos em perguntas que instituições públicas precisam responder.

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