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Resumo em 10 segundos

🤖 Pesquisa da Ufal une inteligência artificial e psicometria para tornar a prevenção de dores ocupacionais mais objetiva — e alcançou mais de 96% nos testes.

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Uma IA desenvolvida no Campus do Sertão da Ufal pode ajudar a identificar dores em ombros, braços e mãos antes que elas virem afastamento do trabalho. 🤖🧵

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A ideia é simples, mas poderosa: desconfortos musculoesqueléticos costumam começar como sinais discretos. Movimentos repetitivos, postura mantida por horas e sobrecarga podem transformar uma dor inicial em um problema sério.

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Hoje, boa parte dessa avaliação depende do relato de cada trabalhador. Isso é importante, mas também é subjetivo: duas pessoas podem descrever sensações parecidas de formas diferentes. A ferramenta busca dar mais consistência a essa triagem.

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Para isso, a equipe combinou duas tecnologias. A primeira é a Teoria de Resposta ao Item (TRI), método estatístico usado para medir características que não vemos diretamente — como o nível real de desconforto sentido por uma pessoa.

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A segunda é o aprendizado de máquina: algoritmos encontram padrões nos dados e aprendem a classificar os níveis de desconforto. Juntas, as técnicas podem tornar a avaliação mais individualizada, objetiva e escalável.

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Nos testes, o modelo superou 96% de desempenho. O estudo, feito por estudantes de iniciação científica da Ufal com pesquisadores de outras universidades, foi publicado na revista internacional Expert Systems with Applications.

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Tecnologia assim não substitui profissionais de saúde nem resolve ambientes de trabalho inadequados. Mas pode apoiar decisões preventivas: identificar riscos cedo, orientar melhorias ergonômicas e evitar que a dor seja normalizada como “parte do serviço”.

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O destaque vai além do resultado técnico: uma pesquisa nascida no Sertão alagoano mostra como universidade pública, formação de estudantes e IA podem gerar soluções concretas para a saúde de quem trabalha.

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