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🛢️ Campo Grande gera cerca de 250 mil litros de óleo de cozinha por mês. A UFMS aposta em IA para coletar melhor, reduzir desperdícios e dar destino ao resíduo.

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A UFMS está usando IA para atacar um resíduo invisível, mas enorme: óleo de cozinha usado. 🛢️ Em Campo Grande, são cerca de 250 mil litros por mês — e o plano é converter parte disso em biodiesel com coleta inteligente. 🧵

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O projeto une a Facom/UFMS e a startup Óleoponto: totens recebem o óleo, uma plataforma registra cada entrega e acompanha o material até sua destinação. A tecnologia aqui não é só um app: é rastreabilidade para uma cadeia que costuma ser informal e dispersa.

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O coração da próxima fase é o ÓleoBot, módulo de IA coordenado pelo professor Dionísio Machado Leite Filho. Ele deverá prever, com até 30 dias de antecedência, quanto óleo cada ponto receberá — e indicar quando o reservatório precisará ser esvaziado.

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Parece detalhe logístico, mas muda o modelo: em vez de caminhões rodarem em calendários fixos, a coleta pode ocorrer conforme a necessidade real. Menos viagens vazias, menor custo operacional e potencial redução das emissões da própria operação.

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Os primeiros números chamam atenção: uma máquina recolheu mais de 700 litros de óleo residencial. Pelos parâmetros da equipe, isso equivale a preservar mais de 18 milhões de litros de água e evitar mais de 1,3 mil kg de CO₂.

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Mas há uma pergunta importante: IA sozinha não cria hábito de descarte correto. Totens precisam estar perto de onde as pessoas vivem, funcionar continuamente e oferecer orientação simples. Recompensas podem ajudar, mas acesso e conveniência serão decisivos para não limitar o sistema a poucos bairros.

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A proposta enviada à Finep prevê 15 totens inteligentes em Campo Grande. Se avançar, o projeto poderá gerar algo valioso além do biodiesel: dados para planejar coleta, medir impacto e orientar políticas públicas. Tecnologia ambiental funciona melhor quando escala sem deixar a população fora da rota.

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