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Resumo em 10 segundos

Perfis sintéticos usam aparência de autoridade para vender curas sem evidência. 🤖🩺 Entenda como reconhecer esse golpe digital.

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Perfis criados por IA estão vendendo e-books com promessas de “cura” e recuperação da saúde em poucos dias — e a Anvisa fez um alerta importante. 🤖🩺🧵

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A estratégia mistura tecnologia e persuasão: avatares com aparência de gurus ou sábios, linguagem de conhecimento “ancestral” e promessas fáceis de compartilhar. O problema é que a autoridade exibida pode ser totalmente fabricada.

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Um caso citado pela Anvisa envolve um perfil com mais de 600 mil seguidores que usa a imagem de uma mulher indígena gerada por IA. Além de enganar o público, esse tipo de uso pode transformar identidades culturais em ferramenta de venda.

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Entre as promessas, está consumir cúrcuma por 30 dias para eliminar parasitas e vermes. A agência afirma que não há evidências científicas robustas em humanos que sustentem essa indicação.

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O risco não é só financeiro: confiar em uma receita viral pode adiar diagnóstico e atendimento adequado. “Natural” não significa automaticamente seguro — plantas e substâncias podem causar alergias, intoxicações e interações.

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Um ponto-chave: e-books, por si só, não são regulados pela Anvisa. Mas se vierem atrelados à venda de medicamentos, suplementos ou itens sujeitos à vigilância sanitária, pode haver autuação, conforme o caso.

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A boa notícia é que alfabetização digital funciona: verifique quem assina o conteúdo, procure credenciais reais, desconfie de cura rápida e busque fontes científicas. IA pode ampliar acesso à informação — desde que transparência e responsabilidade venham junto.

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