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Vídeos sintéticos, perfis coordenados e mensagens em massa mudaram o jogo eleitoral. Entenda, passo a passo, por que combater isso sem calar o debate é tão difícil. 🤖🗳️

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IA ultrarrealista, canais de WhatsApp e redes de perfis coordenados entraram no centro das eleições de 2026. 🤖🗳️ O desafio não foi só identificar mentiras: foi entender como elas ganham escala — e como combatê-las sem restringir debate legítimo. 🧵

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Vamos por partes: desinformação não é apenas uma informação errada. É conteúdo enganoso criado ou distribuído para influenciar decisões. Em uma eleição, isso pode distorcer a percepção sobre candidatos, instituições e até sobre o processo de votação.

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A novidade foi a qualidade da IA generativa. Na convenção do PL, um vídeo recriou Jair Bolsonaro declarando apoio a Flávio Bolsonaro. Mesmo quando há aviso de IA, imagens realistas podem confundir quem recebe o conteúdo fora de contexto.

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Esse tipo de material é chamado de conteúdo sintético: texto, imagem, áudio ou vídeo produzido ou alterado por algoritmos. A tecnologia tem usos legítimos, mas exige transparência — especialmente quando simula pessoas reais em campanhas eleitorais.

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Segundo o levantamento citado pelo Aos Fatos, vídeos com “eleitores” fictícios e falsos telejornais somavam ao menos 21 milhões de visualizações no TikTok. Essas práticas são proibidas pelo TSE porque apresentam encenação como se fosse fato.

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Outro mecanismo são as “fazendas de IA”: muitos perfis publicando conteúdos parecidos em ritmo acelerado. Uma rede identificada tinha 255 perfis. O objetivo não é só convencer: é dar a impressão de que uma narrativa tem apoio espontâneo e massivo.

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WhatsApp completa esse circuito: mensagens circulam em grupos fechados, onde a checagem costuma chegar tarde. A resposta passa por rotular IA, dar contexto, responsabilizar redes coordenadas e garantir regras claras, com fiscalização que preserve direitos. Tecnologia não pode virar atalho para manipular a democracia.

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