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Resumo em 10 segundos

📉 O índice fechou aos 166,3 mil pontos após mais um dia de aversão a risco. A sequência expõe um mercado preso entre juros, eleições e tensão global. 🧵

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📉 Ibovespa caiu 0,27%, para 166,3 mil pontos, e acumulou o 11º pregão consecutivo no vermelho. A recuperação ensaiada no começo do dia não se sustentou. Por quê? Juros, incerteza política e cautela global se encontraram no mesmo pregão. 🧵

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O retorno pontual de capital estrangeiro não bastou. Segundo Vitor Kayo, da Nomad, falta confiança do investidor local — que vê a renda fixa como alternativa mais atraente enquanto eleições e ajuste fiscal seguem sem respostas claras.

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Esse é o ponto central: quando os juros reais são altos, ações precisam entregar uma perspectiva de lucro muito convincente para competir. Sem visibilidade sobre contas públicas e crescimento, o investidor prefere o rendimento previsível dos títulos.

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O exterior também apertou o freio. Dados fracos da economia dos EUA e a expectativa pela ata do Fed elevaram a aversão a risco. Se os juros americanos demorarem a cair, recursos globais tendem a migrar para ativos considerados mais seguros.

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A tensão no Oriente Médio adiciona outra camada: petróleo Brent acima de US$ 91 pressiona inflação e reduz a margem dos bancos centrais para cortar juros. O dólar subiu a R$ 5,22, encarecendo importações e complicando o cenário doméstico.

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Os bancos, de grande peso no índice, ajudaram a puxar a queda: Santander caiu 1,18%; Banco do Brasil, 0,84%; Bradesco, 0,62%; e Itaú, 0,50%. Quando esse bloco recua junto, o Ibovespa sente desproporcionalmente.

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Onze quedas seguidas não significam, por si só, que a Bolsa esteja “barata” ou pronta para virar. A próxima tendência dependerá menos de otimismo e mais de respostas concretas: trajetória fiscal crível, inflação sob controle e menor ruído eleitoral.

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