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O governo iemenita apoiado pela Arábia Saudita diz ter iniciado uma grande operação contra os houthis. E o risco de novos impactos sobre civis preocupa. ⚠️

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O governo do Iêmen apoiado pela Arábia Saudita anunciou o início de uma grande ofensiva contra os houthis, grupo ligado ao Irã. ⚠️🧵 A guerra que já devastou o país entra, de novo, numa fase de risco enorme.

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Do outro lado estão os houthis, que controlam a capital, Sanaa, e boa parte do norte do Iêmen. O grupo ganhou peso regional nos últimos anos, inclusive com ataques ligados à crise no Mar Vermelho.

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Na prática, não é só uma disputa interna. Arábia Saudita e Irã estão em lados opostos dessa equação, e qualquer escalada no Iêmen pode respingar nas rotas marítimas, no comércio e na segurança de toda a região.

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O ponto mais duro é que o Iêmen já vive uma das crises humanitárias mais graves do mundo. Milhões de pessoas dependem de ajuda para comer, ter água e atendimento médico. Quando a ofensiva cresce, quem paga primeiro é a população civil.

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Ainda faltam detalhes públicos sobre alvos, duração e dimensão da operação. Mas em conflitos assim, transparência e respeito ao direito humanitário não são detalhe: são o mínimo para proteger gente que não escolheu estar no meio da guerra.

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Uma saída militar pode até redesenhar posições no mapa, mas dificilmente resolve sozinha as causas do conflito. Sem negociação, instituições funcionando e recursos chegando à população, o ciclo de violência tende a recomeçar.

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O Iêmen mostra como uma guerra local pode virar tabuleiro de potências regionais — enquanto famílias comuns tentam apenas sobreviver ao próximo dia. A grande urgência não deveria ser só avançar no território, mas impedir mais uma tragédia humanitária.

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