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Resumo em 10 segundos

Indonésia propõe 1% de combustível aeronáutico sustentável em voos de Jakarta e Bali em 2026 — promessa ambiental com dilemas sociais e ambientais 🌱✈️

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Indonésia estuda exigir blend de 1% de combustível aeronáutico sustentável (SAF) em voos internacionais saindo de Jakarta e Bali a partir de 2026 🛫🌱 🧵

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Contexto: a estatal Pertamina já produz SAF parcialmente a partir de óleo de cozinha usado (UCO) e planeja converter duas refinarias para esse processo. A proposta prevê aumento gradual até 5% em 2035 — passo a passo, mas com muitas interrogações.

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O número em jogo: estimativas apontam potencial de 3–4 milhões de kilolitros de UCO por ano na Indonésia. Em tese há matéria-prima doméstica, mas transformar volume em combustível certificado exige logística, infraestrutura e padrões claros.

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Análise crítica: 1% soa simbólico, 5% é ambicioso. Riscos operacionais incluem disponibilidade de feedstock, custo do combustível e capacidade de refino. Sem mercado interno robusto e incentivos, o SAF pode ficar só no papel ou virar produto caro para as companhias.

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Sinal de alerta ambiental e social: se o incentivo migrar para óleo de palma em vez de UCO, pode estimular um novo ciclo de desmatamento e concentração de terras. Exigimos critérios de sustentabilidade, rastreabilidade e inclusão de pequenos produtores nas cadeias.

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Governança importa: a regulação em elaboração precisa auditores independentes, critérios de ciclo de vida de emissões, participação de comunidades e normas trabalhistas. Além disso, cuidado com o papel dominante da Pertamina — concorrência e transferência tecnológica são essenciais.

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Conclusão/impacto: 3–4 milhões de kilolitros = 3–4 bilhões de litros/ano — há escala potencial. Mas a prova real será a regulação: garante redução efetiva de emissões e proteção social, ou vira pretexto para greenwashing e concentração de poder? A resposta define se isso será avanço genuíno.

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