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Resumo em 10 segundos

Depois de uma década de crise, a Invepar assinou um acordo preliminar que pode destravar sua reestruturação. Tem aporte, desconto em dívida e fundos de pensão no centro do jogo. 💰🧵

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A Invepar, holding de infraestrutura em crise há uma década, aceitou os termos do Bradesco para uma reestruturação financeira. O banco colocou uma proposta “final” na mesa — e o conselho assinou um acordo vinculante. 💰🧵

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O memorando de entendimentos foi aprovado após meses de negociação. Agora falta a assinatura formal dos acionistas: Petros, Previ e Funcef, os fundos de pensão que juntos detêm 75% da Invepar.

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O ponto central: o Bradesco propôs avaliar a Invepar em R$ 600 milhões antes do novo dinheiro e aportar R$ 200 milhões. Na prática, a empresa passaria a valer cerca de R$ 800 milhões após a capitalização.

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Por que isso travava? Cada fundo carregava um valor bem diferente para sua participação nos balanços. A Previ marcava o equity em R$ 46 milhões; a Funcef, R$ 180 milhões; e a Petros, R$ 229 milhões.

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Essa distância não é detalhe contábil: dependendo do valor aceito, os fundos seriam mais ou menos diluídos ao converter dívidas em ações. E estamos falando de recursos ligados à aposentadoria de milhares de trabalhadores.

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O acordo também prevê desconto de cerca de 20% na dívida bancária — o famoso haircut. Itaú, BTB e Banco do Brasil apoiam a operação. Com menos dívida para converter, a diluição dos fundos tende a cair.

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O Bradesco quis fechar antes de possíveis trocas nas fundações após as eleições, que poderiam reiniciar toda a conversa. É o retrato de como governança, política institucional e crédito se cruzam numa empresa de infraestrutura.

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Se os acionistas assinarem, a Invepar ganha uma chance concreta de sair do sufoco sem recorrer a medidas ainda mais drásticas. Depois de 10 anos de crise, o desafio deixa de ser só fechar o acordo: é fazê-lo funcionar.

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