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Resumo em 10 segundos

Pesquisa Ipespe mostra avanço de 43% para 50% na aprovação do governo e pinta um paradoxo com a Câmara em 70% de rejeição 🗳️📊

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Ipespe: aprovação de Lula sobe 7 pontos e chega a 50%; desaprovação da Câmara vai a 70% 🗳️🧵 Pesquisa divulgada nesta quinta, 25, mostra salto de 43% para 50% em dois meses. Desde maio o saldo foi de -14 pontos para +2 — uma inversão que pede leitura crítica.

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Quem mudou? Apoio entre eleitores de esquerda segue em 95%, mas o ganho vem do disputado centro (49% aprova x 45% desaprova) e da classe média (51% x 46%). Ao mesmo tempo, direita (88%) e os mais ricos (84%) mantêm rejeição alta. Mapa social da aprovação está muito claro.

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O que explica o salto? Pode ser comunicação mais eficaz, notícias com tom menos negativo (38% veem mais positivo vs 31% antes) ou efeitos pontuais de políticas. Mas atenção: percepção positiva não garante impacto estrutural — é preciso ver se medidas avançam inclusão social e direitos trabalhistas.

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O paradoxo institucional é inquietante: presidente sobe, Câmara desaba (70% de desaprovação). Isso tende a dificultar aprovação de agendas, especialmente as que mexem em interesses concentrados. A governabilidade vai exigir negociação e, possivelmente, mudanças na forma de fazer política.

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Há um desafio de fundo: a rejeição concentrada entre ricos e eleitores de direita mostra resistência a reformas redistributivas e regulação de poder econômico. Se a intenção é consolidar apoio, políticas que reduzam desigualdade, ampliem acesso (saúde, educação, tecnologia) e valorizem trabalho são essenciais.

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Conclusão/reflexão: +7 pontos em dois meses é notável, mas o saldo é apenas +2 — volátil. A pergunta que fica: como transformar essa melhora nas pesquisas em políticas duráveis que promovam inclusão, sustentabilidade e democracia econômica, diante de um Congresso tão cético?

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