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Decisão da Suprema Corte iraniana eleva o risco de execução de Manouchehr Fallah, preso após os protestos Mulher, Vida, Liberdade. ⚖️

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A Suprema Corte do Irã manteve a pena de morte de Manouchehr Fallah, trabalhador de 42 anos preso após os protestos de 2022. Segundo seu advogado, o caso envolve cerca de US$ 56 em danos materiais causados por um pequeno explosivo. ⚖️🧵

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Fallah, da província de Gilan, foi condenado por “destruição de propriedade com intenção de se opor ao governo”. O episódio teria ocorrido diante do prédio do Judiciário provincial, em Rasht, por volta de 1h da manhã.

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O advogado Milad Panahipour afirma que os danos foram calculados em 150 milhões de riais, cerca de US$ 56. A pena havia sido anulada após pedido de novo julgamento, mas foi restabelecida por outra instância e agora confirmada pela Suprema Corte.

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O processo foi encaminhado às autoridades responsáveis pela execução de sentenças em Rasht. Isso coloca Fallah sob risco imediato, embora não tenha sido divulgada uma data para eventual execução.

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A decisão ocorre em meio ao aumento das execuções ligadas a protestos antigoverno. Em relatório de 16 de outubro, a Anistia Internacional disse que ao menos 34 pessoas foram executadas em conexão com a revolta iniciada em janeiro de 2026.

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A organização afirma que os julgamentos foram injustos e marcados por denúncias de tortura, confissões forçadas e restrições ao acesso a advogados. Desde abril, ao menos 20 outras condenações à morte teriam sido mantidas pela Suprema Corte.

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A Anistia registrou pelo menos 2.159 execuções no Irã em 2025 — mais que o dobro do número documentado em 2024. O caso de Fallah reforça o alerta internacional sobre proporcionalidade das penas, devido processo legal e proteção ao direito de protesto.

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