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🗳️ A eleição israelense pode redesenhar o poder em Jerusalém e definir o futuro de Benjamin Netanyahu em meio à guerra, processos e impasse no Parlamento.

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Israel vai às urnas nesta terça (27) e a eleição virou, na prática, um julgamento popular de Benjamin Netanyahu. 🗳️🧵 Em meio à guerra em Gaza, processos na Justiça e popularidade em baixa, o premiê pode ganhar fôlego — ou ver seu ciclo político balançar de vez.

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O voto não escolhe diretamente o primeiro-ministro. Os eleitores elegem os 120 deputados do Knesset, o Parlamento israelense. Depois, quem conseguir montar uma base de pelo menos 61 cadeiras pode indicar o chefe de governo. É aí que a coisa complica.

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As pesquisas apontam empate: o partido de Netanyahu teria entre 20 e 30 assentos, faixa parecida com a do Yashar, legenda opositora liderada por Gadi Eisenkot, ex-chefe das Forças Armadas. Ou seja: ninguém aparece com força para governar sozinho.

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O risco real é de bloqueio. Nem a coalizão atual de Netanyahu nem a oposição parecem chegar aos 61 votos necessários. Se as negociações travarem, Israel pode entrar em mais uma rodada eleitoral — algo que já virou rotina na política do país.

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Na reta final, Netanyahu aposta no discurso de segurança, no conflito com o Irã e na proximidade com Donald Trump. A oposição acusa o premiê de pressionar por escalada militar para se manter politicamente vivo — acusação que aumenta o peso da eleição.

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Também está em jogo o espaço da extrema direita, como o Otzma Yehudit, de Itamar Ben-Gvir, aliado de Netanyahu. O resultado pode afetar decisões sobre Gaza, segurança, direitos civis e a chance de uma política menos centrada na guerra e mais aberta a saídas diplomáticas.

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No fim, não é só uma disputa por cadeiras: é uma escolha sobre quem terá poder para conduzir Israel num momento em que a guerra já cobra um custo humano gigantesco. E, sem maioria clara, o recado das urnas pode ser justamente o de que o país está profundamente dividido.

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