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Resumo em 10 segundos

O Grupo SHC, representante da JAC, volta à recuperação judicial com rede encolhida, carros fora de linha e clientes à espera. 🚗⚠️

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A JAC Motors enfrenta mais um capítulo crítico no Brasil: o Grupo SHC, seu representante, pediu nova recuperação judicial com dívidas próximas de R$ 240 milhões. É a 2ª vez em seis anos. 🚗⚠️🧵

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O pedido envolve 44 empresas do grupo e chega só um ano e cinco meses após o fim da recuperação anterior. Naquele processo, iniciado em 2018, a dívida era ainda maior: R$ 517 milhões.

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Há um ponto especialmente delicado: segundo a Exame, um banco teria mais de R$ 100 milhões a receber. Instituições financeiras também relatam dificuldade para localizar veículos JAC usados como garantia em operações de crédito.

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A crise aparece diretamente no portfólio. Em agosto, a JAC tirou de linha os elétricos E-JS4 e E-J7. O E-JS1, que já nem é produzido na China, virou foco de relatos de compradores que pagaram e aguardam entrega há meses.

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Para quem compra um elétrico, a equação não termina na entrega: assistência técnica, peças, garantia e valor de revenda dependem de uma operação estável. Quando a rede encolhe, o risco recai sobretudo sobre o consumidor.

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Das cinco concessionárias listadas pela marca, quatro teriam fechado — em Brasília, Curitiba, Porto Alegre e São Paulo. Restaria o ponto na sede paulistana. A empresa diz estar há dois anos aprimorando vendas online e a distância.

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Vendas digitais podem ampliar alcance e reduzir custos, mas não substituem uma rede física para manutenção, reparos e atendimento de pós-venda. No setor automotivo, eficiência comercial sem suporte local pode virar abandono percebido.

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O caso JAC/SHC expõe um teste para a eletrificação brasileira: não basta oferecer carro elétrico; é preciso garantir continuidade, transparência e proteção ao comprador. Confiança também é infraestrutura automotiva.

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