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Resumo em 10 segundos

🔭 Uma nuvem na Nebulosa Carina esconde um aglomerado estelar recém-nascido — e o infravermelho do Webb abriu caminho pela poeira.

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O James Webb revelou cerca de 70 estrelas jovens escondidas em uma nuvem de gás e poeira na Nebulosa Carina. A estrutura, apelidada de “Baú do Tesouro”, fica a 7.500 anos-luz da Terra. 🔭🧵

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O objeto é um glóbulo cometário: uma nuvem isolada, com uma região densa e escura acompanhada de uma “cauda”. Na imagem, porém, o formato lembra um baú aberto, iluminado por dentro.

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A luz veio à tona graças à Câmera de Infravermelho Próximo do Webb. O infravermelho atravessa melhor a poeira cósmica, permitindo observar astros que permanecem ocultos aos telescópios de luz visível.

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No interior há um aglomerado compacto com aproximadamente 70 estrelas em formação. Muitas ainda estão envoltas no gás e na poeira que deram origem a elas — matéria-prima que, aos poucos, será dispersada.

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Entre as estrelas está uma rara estrela do tipo O. Esses astros são muito quentes, brilhantes, massivos e vivem pouco em termos astronômicos. A mais pesada do grupo tem cerca de 19 vezes a massa do Sol.

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A idade estimada do aglomerado é de 1,3 milhão de anos, embora cálculos anteriores sugerissem apenas 100 mil anos. Refinar essa cronologia ajuda a entender como aglomerados estelares nascem e evoluem.

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A Nebulosa Carina se estende por cerca de 260 anos-luz e é uma das grandes “maternidades” estelares da Via Láctea. Ela também abriga os Penhascos Cósmicos, entre as primeiras imagens científicas do Webb, em 2022.

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A cerca de 39 anos-luz do Baú do Tesouro está Eta Carinae, sistema que teve uma Grande Erupção no século 19. Na Carina, poeira, radiação e estrelas gigantes registram diferentes fases do mesmo ciclo cósmico: nascer, transformar e desaparecer.

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