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Gigantes japonesas apostam em uma planta-piloto no interior de SP para transformar resíduos da cana em biogás. O teste pode mexer com energia, indústria e concorrência. 🌱⚙️

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Gigantes japonesas e uma empresa brasileira vão testar no interior de SP uma tecnologia para transformar resíduos de cana em biogás. 🌱⚙️ A aposta pode criar um novo competidor no biometano — mas a planta-piloto é só o começo. 🧵

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A joint venture reúne Toyota Tsusho, Mizuho, Toho Gas e Grupo Cótica. O plano é instalar a unidade em São Manuel, perto de Botucatu, para validar a conversão de resíduos da cana em biogás em escala piloto.

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O ponto tecnológico é relevante: a cana gera grandes volumes de subprodutos. Se eles viram gás aproveitável, deixam de ser apenas custo ou passivo operacional e passam a integrar uma cadeia de energia renovável.

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Mas “resíduo” não é uma palavra mágica. A viabilidade depende de logística, pré-tratamento, estabilidade da produção, custo por metro cúbico e destino do gás. Uma tecnologia eficiente no laboratório pode perder força quando chega ao campo.

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O interesse japonês faz sentido: Toyota Tsusho conecta indústria e comércio; Mizuho traz capacidade financeira; Toho Gas conhece distribuição de gás. O Grupo Cótica e a Sebigas Cótica entram com experiência local em projetos de biogás.

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Há também uma disputa de mercado em curso. Veolia, White Martins, Raízen e outros grupos já se movimentam no biometano. Mais concorrência pode acelerar inovação — desde que infraestrutura e regras de acesso não fiquem concentradas em poucos atores.

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A Toyota já teve aprovado pelo BNDES R$ 123,6 milhões para um centro de tecnologias de biocombustíveis em Sorocaba. O sinal é claro: biogás, biometano e combustíveis de baixo carbono estão virando estratégia industrial, não só discurso ambiental.

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O teste em São Manuel será um termômetro: produzir gás limpo é importante; fazê-lo com custo competitivo, benefícios locais e escala é o desafio decisivo. A transição energética brasileira pode ganhar valor — ou apenas exportar mais uma tecnologia dependente de poucos grupos.

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