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Resumo em 10 segundos

🤖 A nova aposta de um ex-pesquisador da OpenAI troca o chat por decisões automáticas. Mas quem responde quando ela escolhe errado? 🧵

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🤖 O Jev, nova IA da TypeSafe AI criada por Diogo Almeida — ex-pesquisador da OpenAI ligado às bases do ChatGPT — não quer bater papo. Ele quer decidir dentro de softwares. Estamos prontos para delegar essas escolhas invisíveis? 🧵

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Em vez de escrever textos longos, o Jev recebe dados e devolve uma escolha estruturada: encaminhar um atendimento, classificar um registro, priorizar uma venda ou validar a resposta de outra IA. Menos “assistente”, mais engrenagem. Isso é IA mais útil — ou mais difícil de fiscalizar?

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A promessa é velocidade e escala: a TypeSafe cobra US$ 0,042 por 1 milhão de tokens de entrada, cerca de R$ 0,21, e diz não cobrar pela saída. Barato o bastante para entrar em cada etapa de um sistema. Mas preço baixo deveria acelerar decisões automatizadas sem revisão?

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O diferencial é escolher apenas entre opções predefinidas. Isso reduz respostas inventadas, as famosas alucinações. Só que uma IA não precisa inventar para causar dano: basta mandar um chamado urgente para a fila errada ou bloquear alguém indevidamente. Quem desenha as opções controla a decisão?

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A TypeSafe divulga testes internos, mas parte das comparações usa respostas de outros modelos de IA como referência. É uma régua confiável avaliar IA com IA? Sem benchmarks independentes, métricas transparentes e testes em cenários reais, “melhor desempenho” pode significar bem menos do que parece.

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O Jev pode virar uma peça discreta e poderosa: não aparece no chat, mas decide prioridades, rotas e permissões nos bastidores. A pergunta não é se softwares terão esse tipo de IA — é quais erros serão aceitos, como serão auditados e quem terá direito de contestá-los.

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