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Resumo em 10 segundos

📉 Para cada R$ 100 faturados, quase R$ 7 foram consumidos por despesas financeiras em uma amostra do índice. Entenda quais empresas sentem mais esse peso. 🧵

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Juros altos estão redesenhando o mapa de risco da Bolsa brasileira 📉 Auren, Magalu e Energisa aparecem entre as empresas mais expostas ao custo da dívida, segundo levantamento da TAG Investimentos. Entenda o que está em jogo 🧵

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O salto foi enorme: a Selic saiu de 2% ao ano no início de 2021, chegou a 10,75% um ano depois e está em 14% atualmente. Para companhias endividadas, cada renovação de crédito pode virar uma conta bem mais pesada.

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Em uma amostra de 44 empresas do Ibovespa, excluindo Petrobras, o resultado financeiro líquido consumiu 6,6% da receita no 2º trimestre. Há um ano, eram 5,3%. Em cada R$ 100 vendidos, quase R$ 7 foram para despesas financeiras.

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O impacto não é igual para todos. Empresas de consumo que dependem de vendas parceladas enfrentam pressão dupla: clientes mais cautelosos com crédito caro e custos financeiros maiores para manter estoques, operações e expansão.

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É por isso que a análise vai além da dívida total. Um indicador-chave é quanto do lucro operacional, o Ebit, é necessário para cobrir as despesas com juros. Quanto menor essa folga, maior a vulnerabilidade em um cenário de Selic elevada.

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Casos como Raízen, Casas Bahia, Braskem, GPA, Light e Grupo Toky mostram como dívida cara pode acelerar crises que já tinham desafios operacionais e de gestão. Para investidores, transparência e disciplina financeira fazem toda a diferença.

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Mas há uma oportunidade aqui: juros menores no futuro podem destravar margens, investimentos e consumo. Até lá, empresas com caixa robusto, prazos longos de dívida e operação eficiente tendem a atravessar melhor o ciclo — e podem sair fortalecidas.

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A lição é direta: em Bolsa, crescimento sustentável não depende só de faturar mais. Depende de transformar receita em caixa e manter a dívida sob controle. Num país de juros voláteis, essa disciplina pode separar sobrevivência de liderança.

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