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🚢 O Brasil já é um dos 5 maiores mercados globais da Maersk. O desafio agora é transformar investimento portuário em frete competitivo e exportações mais fortes.

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O Brasil precisa reduzir o custo e ganhar escala na logística, diz Ricardo Rocha, presidente da Maersk na Costa Leste da América do Sul. 🚢 Para a gigante dinamarquesa, o país segue em expansão mesmo diante de turbulências no comércio global. 🧵

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Por que isso importa? Logística é o caminho entre quem produz e quem compra. Quando porto, estrada, armazém e navio funcionam bem, o frete cai, a entrega acelera e produtos brasileiros conseguem competir melhor lá fora.

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O tamanho do Brasil para a Maersk ajuda a explicar o alerta: o país está entre os 5 maiores mercados da empresa no mundo. Na operação regional, que inclui Argentina, Uruguai e Paraguai, o Brasil responde por 50% a 55% dos resultados.

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A presença é robusta: dos 3.300 funcionários da Maersk na região, 3.000 estão no Brasil. A companhia investe mais de R$ 1 bilhão por ano em terminais, armazéns e depósitos — infraestrutura que conecta a produção do interior aos portos.

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Um dos principais projetos está em Suape (PE): terminal 100% próprio, com investimento total de R$ 2 bilhões e início de operação previsto em breve. Terminais mais eficientes podem reduzir gargalos, mas exigem regras claras e concorrência no setor.

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A Maersk aposta no modelo integrado: controla etapas como navio, terminal e armazém. Na prática, isso facilita ajustes quando há atrasos ou mudanças de rota. Mas a eficiência privada só ganha escala nacional com infraestrutura pública bem coordenada.

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A empresa movimenta de carne e café a madeira, roupas, químicos não perigosos e medicamentos. Cada carga tem exigências próprias. Na cadeia refrigerada, por exemplo, qualquer falha pode comprometer carne congelada ou remédios sensíveis à temperatura.

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O tarifaço dos EUA reduziu em cerca de 20% os embarques brasileiros para lá, segundo Rocha. Ainda assim, exportadores buscaram outros destinos, especialmente na Ásia. A lição é direta: diversificar mercados ajuda; logística competitiva torna essa adaptação possível.

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