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Resumo em 10 segundos

Estrangeiros estão pouco posicionados na Bolsa brasileira, enquanto o Goldman vê ações sensíveis aos juros como a principal assimetria do pós-eleição. 📉📈

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Juros podem despencar após a eleição — e o Goldman Sachs vê uma forma mais direta de capturar esse movimento do que apostar no EWZ. 📉🇧🇷🧵

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A tese parte de um dado revelador: em pesquisa com cerca de 70 investidores estrangeiros, 60% disseram estar leves ou muito leves em ações brasileiras. Ou seja: se o cenário mudar, há espaço para entrada de capital — mas não garantia.

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Metade dos consultados espera alta de pelo menos 20% do EWZ até o fim do ano caso Flávio Bolsonaro vença. O mercado trata a eleição como um evento binário, o que ajuda a explicar a busca por opções do ETF brasileiro em Nova York.

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O Goldman prefere a cesta GSBZRATE: 30 ações líquidas com correlação inversa aos juros de 5 anos. Em linguagem simples: são empresas que, historicamente, tendem a ganhar valor quando o custo do dinheiro cai.

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A lógica é financeira: juros altos por muito tempo comprimem lucro, encarecem dívidas e travam investimentos. Utilities, imobiliárias e indústrias intensivas em capital sentem isso rapidamente — assim como bancos e plataformas financeiras.

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A cesta movimenta cerca de US$ 750 milhões por dia e tem 38% no setor financeiro. Entre as maiores posições: XP, BTG Pactual e Itaúsa. Também entram B3, Bradesco, Itaú, Inter e ABC Brasil.

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Há uma projeção agressiva no radar: cortes de 200 a 300 pontos-base nos juros de 2 anos até o fim do ano, com possibilidade de mais. Mas queda de juros sustentável exige inflação sob controle e credibilidade fiscal — não só expectativa eleitoral.

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O ponto crítico: “juros menores” não são uma tese automática de Bolsa. O ganho depende de crescimento, emprego, crédito acessível e execução das empresas. A assimetria existe; o risco é confundir posicionamento baixo com certeza de valorização.

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