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Planaltina e Arapoanga ficaram de fora da primeira divisão da frota elétrica — e a Justiça barrou o plano. 🚌⚡

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A Justiça do DF anulou a distribuição de 90 ônibus elétricos porque Planaltina e Arapoanga ficaram de fora do plano. 🚌⚡ E agora o GDF terá de redesenhar a destinação da frota em até quatro meses. 🧵

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O ponto central é bem simples: não basta modernizar o transporte se a novidade fica concentrada em poucas áreas. As duas regiões, a cerca de 40 km do centro de Brasília, têm grande demanda de ônibus e foram excluídas sem justificativa técnica convincente.

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Os veículos seriam destinados principalmente a linhas internas do Plano Piloto. Para a Justiça, a escolha não explicou direito por que as rotas de Planaltina e Arapoanga não poderiam receber parte da frota elétrica.

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O GDF e a Viação Piracicabana citaram autonomia das baterias, pontos de recarga e melhor desempenho em trajetos curtos. São questões reais, claro. Mas o juiz entendeu que isso não prova a incompatibilidade de todas as linhas dessas regiões.

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Na prática, a sentença cobra planejamento: se faltam carregadores ou estudos de rota, o caminho é criar estrutura e apresentar critérios transparentes — não deixar quem mora mais longe esperando indefinidamente pela modernização.

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A decisão também lembra uma regra básica da Política Nacional de Mobilidade Urbana: transporte público precisa reduzir desigualdades de acesso. Ônibus elétrico significa menos ruído e emissões locais, e esse ganho não pode ficar restrito ao centro.

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Agora, o GDF tem quatro meses para entregar um novo plano incluindo Planaltina e Arapoanga. A discussão vai além de 90 veículos: tecnologia no transporte só vira avanço de verdade quando chega a quem mais depende dela.

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