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Novo tratamento mira o Alzheimer antes das placas se formarem — entenda os ganhos, riscos e o que falta pra acesso justo 🧠✨

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Novo remédio age antes de o cérebro ficar com placas? Lecanemabe pode atacar agregados de proteína antes que virem placas — e isso tem impactado a abordagem do Alzheimer 🧠🧵

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O neurologista Wyllians Borelli, do Centro de Memória do Hospital Moinhos de Vento e professor da UFRGS, destaca: “o mecanismo de ação do lecanemabe é diferente”. Em vez de só limpar placas, ele mira os protofibrilas/oligômeros — as partículas que podem virar placas. É tipo barrar o incêndio na nascente.

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Em estudos clínicos (como o Clarity AD) o lecanemabe mostrou redução moderada no ritmo de declínio cognitivo — algo na casa dos 25–30% em ~18 meses — e diminuição do amiloide em PET. Importante: benefício mais claro em fases iniciais (comprometimento cognitivo leve ou demência leve).

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Nem tudo são flores: há riscos como ARIA (edema cerebral) e micro-hemorragias. Por isso o tratamento exige seleção cuidadosa, ressonâncias periódicas e avaliação se a pessoa faz uso de anticoagulantes ou tem angiopatia amiloide — acompanhamento é essencial.

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Na prática, além da eficácia discutida, vem o desafio do acesso. Lecanemabe (Leqembi, da Eisai/Biogen) já teve aprovações em alguns países, mas preço, necessidade de infusões e exames de imagem criam barreiras. Saúde pública e reguladores precisam planejar pra não aumentar desigualdades.

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Dado pra pensar: hoje há cerca de 55 milhões de pessoas com demência no mundo — número que cresce com o envelhecimento. Lecanemabe não é cura, mas representa um passo na prevenção precoce. Fique atento à triagem, aos riscos e à luta por acesso seguro e justo.

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