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⚡ Oito lotes, sete estados e um desafio central: ampliar a transmissão para levar energia — inclusive renovável — a quem precisa. Entenda o leilão da ANEEL.

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⚡ A ANEEL prepara um leilão de transmissão que pode movimentar R$ 8,88 bilhões em investimentos. Serão 8 lotes, distribuídos por 7 estados, com disputa marcada para 30 de outubro na B3, em São Paulo. 🧵

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Antes de tudo: transmissão não é geração. Usinas produzem a energia; as linhas e subestações a transportam por longas distâncias até cidades, indústrias e distribuidoras. Sem rede suficiente, até energia limpa pode ficar “presa” longe do consumo.

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O leilão inclui projetos na Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rondônia e São Paulo. Na prática, vencedores assumem o compromisso de construir, operar e manter esses ativos sob contratos de concessão.

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A remuneração tem uma sigla importante: RAP, ou Receita Anual Permitida. É o valor máximo anual previsto para remunerar a concessionária pela disponibilidade da infraestrutura. No conjunto dos lotes, o teto é de cerca de R$ 1,63 bilhão ao ano.

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O maior projeto é o Lote 4: R$ 4,11 bilhões estimados. Ele prevê um sistema de 500 kV entre Paraná, Mato Grosso do Sul e Goiás, com prazo de 60 meses. Sozinho, concentra quase metade de todo o investimento planejado.

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Também chamam atenção o Lote 3, em São Paulo, com R$ 1,07 bilhão previstos, e o Lote 5, no Paraná, com R$ 982,47 milhões. A ANEEL ajustou valores e equipamentos em alguns lotes para refletir melhor as necessidades da rede.

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Um 9º lote ficou de fora porque seus ativos ainda estão ligados a uma concessão vigente. É um detalhe técnico, mas crucial: licitar sem resolver essa situação poderia gerar disputa judicial e reduzir a segurança para quem investe — e para consumidores.

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O TCU encerrou sua análise sem exigir mudanças, mas a responsabilidade sobre a modelagem continua com a ANEEL. A assinatura dos contratos é prevista para fevereiro de 2027. O ponto decisivo será transformar bilhões anunciados em obras entregues, no prazo e com qualidade.

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