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⚡ O próximo leilão da ANEEL mira 1.866 km de linhas e 20,3 mil empregos. O teste real será transformar capital contratado em energia mais confiável e acessível.

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⚡ R$ 8,9 bilhões em investimentos, 1.866 km de novas linhas e sete estados envolvidos: o Leilão de Transmissão 4/2026 acontece nesta sexta (30), na B3. Mais que um certame, é um teste para a infraestrutura elétrica do país. 🧵

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A ANEEL vai ofertar concessões de 30 anos, com entrada em operação prevista entre 42 e 60 meses. O modelo atrai capital de longo prazo — mas também exige fiscalização: contrato assinado não é obra entregue nem tarifa necessariamente mais justa.

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O maior lote concentra R$ 4,11 bilhões e 1.167 km de linhas entre MS, GO, PR e SP. A meta é reforçar o atendimento ao Mato Grosso do Sul e ampliar o escoamento da geração. Sem rede, novos parques solares e eólicos podem ficar “presos” longe do consumo.

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A distribuição regional revela gargalos distintos: São Paulo terá R$ 1,07 bi para reforçar a Região Metropolitana; Paraná soma R$ 1,46 bi em dois projetos; Rondônia receberá R$ 753,2 mi para dar estabilidade também ao sistema que atende o Acre.

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Bahia e Paraíba somam R$ 1,16 bi em projetos próprios, enquanto a conexão Bahia-Goiás adiciona R$ 317 mi. É uma peça relevante da transição energética: geração renovável cresce no interior, mas precisa de transmissão para chegar a residências e empresas.

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O governo estima 20,3 mil empregos na implantação. É um número expressivo, mas a pergunta empresarial e social é qualitativa: haverá formação local, segurança no trabalho e oportunidade duradoura nas regiões afetadas? Obras de infraestrutura deixam efeitos muito diferentes conforme sua execução.

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De 2023 a 2026, os leilões de transmissão mobilizaram R$ 69,64 bi — ou R$ 77,54 bi corrigidos pelo IPCA. O volume indica apetite por infraestrutura regulada. O ponto crítico é alinhar retorno aos investidores, confiabilidade da rede e custos suportáveis para consumidores.

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Linhas de transmissão raramente viram manchete fora dos leilões, mas definem onde a energia limpa consegue crescer — e quem recebe um serviço estável. R$ 8,9 bilhões é o começo: o resultado relevante será a rede entregue, no prazo, com benefício distribuído.

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