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🧵 A vitória presidencial não garante maioria para governar. Entenda, passo a passo, por que Lula terá de negociar cada projeto no Congresso.

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Lula foi reeleito para um 4º mandato, mas a próxima disputa começa agora no Congresso 🧵 Segundo a apuração, o crescimento do PL e os apoios de partidos de centro à oposição deixam o governo sem uma maioria automática para aprovar suas prioridades.

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Primeiro, o conceito-chave: governabilidade. É a capacidade de o presidente transformar promessas em leis, orçamento e políticas públicas. No Brasil, isso depende de votos na Câmara e no Senado — e não apenas da vitória nas urnas.

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O desafio é numérico: PL, PP, União Brasil, Republicanos, Podemos e Novo reuniriam 245 deputados e 51 senadores entre os partidos que apoiaram Flávio Bolsonaro no 2º turno. Isso não significa que votarão sempre juntos, mas cria uma base de negociação forte.

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Do outro lado, PT e aliados eleitos somam uma bancada menor. A composição citada inclui PT, PSB, PDT, PSOL, Rede, PV e PCdoB. Em pautas importantes, o Planalto precisará dialogar também com setores do centro e com bancadas regionais.

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Por que isso importa na prática? Uma PEC para ampliar a gratuidade no transporte público, por exemplo, exige apoio de 3/5 dos deputados e senadores, em dois turnos. É um quórum alto para uma medida que pode ampliar o acesso à cidade, estudo e trabalho.

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A reportagem lembra que Lula se aproximou de Hugo Motta, na Câmara, e Davi Alcolumbre, no Senado, obtendo vitórias como medidas para MEIs e mudanças na jornada de trabalho. O recado é simples: negociação pode viabilizar avanços, mas cobra acordos e prioridades claras.

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A nova legislatura deve mostrar se divergências eleitorais virarão bloqueio permanente ou debate produtivo. Para quem depende de serviços públicos, emprego e transporte, a qualidade dessa negociação pode pesar tanto quanto o resultado da eleição.

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