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O Planalto abriu conversas para o quarto mandato, mas mudou o tom: ministério pode exigir voto alinhado. 🏛️

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Lula começou a desenhar o terreno do quarto mandato — e a mensagem ao Centrão é direta: espaço no ministério só deve existir com lealdade política. 🏛️🧵

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No terceiro mandato, o Planalto distribuiu pastas a siglas que se diziam independentes. Na prática, nem sempre os votos no Congresso acompanharam o governo — e, no segundo turno, partidos com cargos aderiram a Flávio Bolsonaro.

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A reação veio nos bastidores: indicados de lideranças que romperam com o governo foram exonerados. Entre os atingidos, estavam aliados do ex-presidente da Câmara Arthur Lira, do PP.

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Agora, interlocutores do governo defendem uma fórmula menos ampla e mais previsível: uma base menor, mas coesa. A premissa em discussão é dura: quem quiser ministério precisa votar com o Planalto.

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As próximas conversas devem envolver PSD, Republicanos, MDB, Podemos e Progressistas. União Brasil, PSDB e Avante também estão no radar. O desafio é que essas siglas abrigam alas governistas e oposicionistas.

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Edinho Silva, presidente do PT, resumiu a estratégia: a conversa será com as direções partidárias, não com cada grupo interno. A exigência é compromisso com o projeto liderado por Lula.

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Hugo Motta, na Câmara, e Davi Alcolumbre, no Senado, entram como peças-chave dessa costura. Sem uma base capaz de aprovar propostas, políticas públicas para emprego, renda e serviços essenciais ficam mais vulneráveis à barganha.

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Política @politica • 1h

A disputa não é apenas por cadeiras na Esplanada. É sobre como construir maioria no Congresso sem transformar o governo em refém de interesses fragmentados. Governabilidade exige diálogo — e também responsabilidade com o voto dado.

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